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terça-feira, 18 de novembro de 2008

MATERIAL DE INTERVENÇÕES Manu



Dia 09/10 – Paulista com Consolação
O que você Lamenta?
- falta de dinheiro!!!
- a falta de tempo para abrir todas as portas em meu caminho
- a falta de tempo vivendo numa metrópole como Sampa!
- estar com frio agora
- lamento nada
- que a porta está fechada
- a existência da porta que separa meu olhar do teu

Que porta você quer abrir?
- um novo trabalho
- já se abriu
-felicidade
- ... do meu futuro
- a porta do amor pelo Brasil
- da fortuna!
- da riqueza!!!
- um novo relacionamento

Dia 10/10 Trianon – Masp
O que você Lamenta?
- não ter um namorado bonito e fiel
- lamento: minha saúde perdida e os pecados (muitos!) cometidos no passado.
- Lamento a política, saúde, respeito ao próximo
- Não ter emprego para estágio na área da saúde
- uma metrópole como São Paulo merece mais do que um síndico.
- 1 – Kassab prefeito
2 – Estar sempre atrasada
3 – não ter dinheiro ou apoio para meu grupo de teatro!!!

Que porta você quer abrir?
- a porta da igualdade, em todos os sentidos...
- ta tudo aberto para mim
- que a esperança vença a mediocridade
- porta do respeito e direito iguais para todos.
- as portas da cultura e educação =)
- quero abrir a porta da salvação porque só Deus é o Senhor
- não repetir os pecados do passado e recomendar as pessoas que não os cometam


Dia 13/10 – Prédio da Gazeta
O que você Lamenta?
- pobreza
- falta de respeito com a natureza
- fome
- às vezes ter medo de ser feliz.
- auto destruição do ser humano.
- a solidão
- violência
- não estar aí do outro lado...


Que porta você quer abrir?
- liberdade para ser leve e feliz!
- NATUREZA
- respeito
- felicidade
- AMOR bem grande!
- fraternidade
- emprego
- FELICIDADE

Dia 14/10 - Metrô Brigadeiro
O que você Lamenta?
- “A vida é tédio ou necessidade”
A falta de algo que move a vida.
A vida consiste na busca da sofisticação, sem a busca não há sentido
- tudo. Eu sofro pelas faltas de cuidado com a saúde. Eu sou humana
- num país rico como esse, não sou feliz com meu semelhante dormindo na rua.
- a porta estar fechada.

Que porta você quer abrir?
- da minha vida profissional
- do governo.
Da saúde.
Da assistência social
-todas. Viver tudo o que a vida lhe proporciona.

Dia 15/10 - Praça da Sé ao Patriarca
O que você Lamenta?
- meu lamento é minha vida passei pela morte e agradeço a Deus que estou aqui cada dia que passa. Muito obrigada.
- MUNDO DE HOJE
- lamento ver essa pessoas na rua desamparadas
- “lamento a arte não ter reconhecimento necessário e lamento por existir pessoas egoístas no meio dela” (foi esse cara quem escreveu sobre as portas da percepção na porta do vale do Anhangabaú)
- saúde
Pessoas dormindo na rua
Mais limpeza na cidade
- nada. Só grana
- lamento São Paulo não ser melhor do que ela é porque tem muita coisa boa
- lamento sofrer pelo amor
-ter largado em sonho (quem falou isso foi um policial fardado)

Que porta você quer abrir?
- pão e água
- AMOR. Alean
- amor respeito compaixão
- saúde
- felicidade. Jarcila Lopes
- SAUDE
- Que todos fossem felizes. TODOS. Cada um da sua forma.
- eu quero abrir a porta da compaixão do amor incondicional
- “que quero abrir a porta da alegria no mundo” (o cara que escreveu na porta)
- do amor
- de deus e da justiça verdadeira
- a porta do amor sem sofrimento.
- da paz.

Dia 16/10 - Patriarca à Sé.
O que você Lamenta?
- injustiça e corrupção
- o que estão fazendo com as crianças, a pedofilia (uma mulher da guarda municipal)
- pela violência
- injustiça

Que porta você quer abrir?
- prosperidade
- dar início aos meus estudos!
- Paz!

MATERIAL DE INTERVENÇÕES Cris

MATERIAL DE INTERVENÇÕES Ana

MATERIAL DE INTERVENÇÕES Graziela

VOCÊ ESTÁ AÍ? - MATERIAL DE INTERVENÇÕES


Durante as intervenções com as portas em São Paulo, o objetivo principal era pesquisar os lamentos das pessoas da cidade e o que elas gostariam de mudar, realizar, fazer.
Enquanto as portas fixas desempenhavam uma função dupla, um lamento político-social implícito ao propor uma nova possibilidade de cidade, as portas móveis encorajavam o testemunho pessoal.
Em termos de estrutura, apresentávamos as perguntas em pequenas plaquinhas que poderiam ou não ser lidas através dos olhos mágicos de nossas 5 portas caminhantes. Começamos com perguntas fáticas:
"Olhe aqui"
"Você está aí?"
"O que é isso que nos separa?"
Essas perguntas criam um jogo bem humorado com os participantes do público. E é muito divertido brincar com olhar e ser olhado através da pequena lente convergente.
Depois de brincar, perguntamos:
"O que você lamenta?"
Nesse instante, acontece um momento de suspensão. Um momento revelador daquele ser humano na nossa frente. Um contato real, íntimo e até perturbador. Pequeno silêncio. A energia, antes focada na relação com o performer, se volta para si mesmo. Um olhar pra dentro que pode durar segundos, ou muito tempo, mas que, de um jeito inescapável, altera a densidade leve daquele momento.
As reações variam. Há aqueles em que surge uma tristeza. Há aqueles que revelam um amor desmedido pela vida que se viveu até então (principalmente entre as senhorinhas que já viveram muito!) e nenhum arrependimento ou lamento. E muitas respostas fortes, corajosas, chocantes ou banais, que são escritas nos recadinhos e coladas no lado "Porta da lamentação".
Quando a pessoa acha que a interação acabou (alguns até desanimados pelo lamento), vem a revelação do outro lado da porta e uma nova pergunta:
"Que porta você quer abrir?"
As respostas do "lado da esperança" têm um vínculo muito forte com a resposta do lamento. Uma conexão entre os dois lados.
Algumas vezes, a pessoa do público nos pergunta de volta.
E você? Que porta você quer abrir?

Confesso que toda vez que isso aconteceu comigo, não consegui responder.

domingo, 9 de novembro de 2008

AQUI


Começamos a postar deste link.
"Out of Key(s)" acabou gerando o PROJETO AQUI DENTRO AQUI FORA. O primeiro més do projeto se dedicou a transpor para São Paulo o projeto realizado anteriormente em Zagreb, Croácia.
Em outubro, realizamos uma série de intervenções em vários pontos da Cidade de São Paulo.
Aqui chamamos de "Fora de Chave". Nós e nossas portas.
Fora se synch, fora do tempo, fora do tom, igualmente desafinados.
As intervenções nos ajudaram a fazer nossas primeiras perguntas para a a cidade e para nós mesmas.
Optamos por publicar o conteúdo deste começo em www.opovoempeemzagreb.blogspot.com.
Desta maneira, as diferenças e semelhanças entre as duas cidades ficam mais claras. A evolução do trabalho melhor exposta, já que seguem o mesmo coneito estético. Aqui ficaremos com as reflexões que resultaram desta experiência e com os resultados diretos na criação.